Dando sequência à rodada de diálogos com os cotonicultores da Bahia, com o Abapa Conecta, a equipe de gestores e técnicos da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), aportou, nos dias 14 e 17 de novembro, em Roda Velha (distrito de São Desidério) e no município de Guanambi, respectivamente. O ciclo de encontros regionais iniciado este mês, inaugura também a nova configuração dos Núcleos Produtivos (NP), divisão geográfica estratégica da Associação, que tem como principal alvo a defesa fitossanitária no estado. Os NP foram reagrupados por proximidade geográfica e características produtivas semelhantes, o que facilita a troca entre os produtores e aumenta a efetividade das ações.
Durante os encontros do Abapa Conecta, as equipes da Associação utilizam os resultados da última safra e informações técnicas como base para o diálogo com os produtores. As áreas de qualidade, sustentabilidade, defesa fitossanitária, capacitação e educação contribuem com análises e orientações, enquanto o espaço é dedicado principalmente a ouvir os associados, suas demandas, dúvidas e percepções, para garantir que a atuação da associação siga alinhada às necessidades do campo.
Antes dividida em 18 núcleos focais — 15 no Oeste e três no Sudoeste —, a estratégia da Abapa foi remodelada em sete núcleos, sendo seis no Oeste e um no Sudoeste. A mudança integra o redesenho do Programa Fitossanitário da Abapa, responsável pelo combate ao bicudo do algodoeiro e por coordenar vistorias, campanhas de conscientização, reuniões de diagnóstico, análise de armadilhas, apoio à pesquisa e parcerias com universidades e instituições do setor.
“O coração da Abapa é o produtor, e o Programa Fitossanitário sempre foi nossa via de diálogo e com as propriedades. Queremos fortalecer este acesso com transparência e união”, afirmou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa. Ela reforçou a importância de ouvir sugestões para aprimorar o novo formato. “Reestruturamos muitos processos internamente, inclusive a área de Fito. Estamos com uma equipe renovada, novos líderes e muita disposição para inovar e aproximar. Queremos saber o que funciona, o que pode melhorar e como podemos atender melhor o associado”, afirmou.
De acordo com Alessandra, a reformulação dos núcleos promoverá a maior integração entre os produtores de regiões próximas, potencializando a troca de experiências. Com a nova formatação, a área representada por cada um dos seis núcleos no Oeste foi ampliada, e o Sudoeste passou a ser um único núcleo. Os líderes locais foram mantidos, garantindo a continuidade das interações que já existiam, ao mesmo tempo em que se amplia a integração entre grupos.

“Com o novo desenho dos núcleos, esperamos proporcionar reuniões com mais interação entre os membros de regiões diferentes, mas que, no dia a dia, se deparam com situações semelhantes. O número maior, porém, com demandas e características semelhantes entre suas áreas, podem manter a conexão ao longo da safra e ajudar a encurtar os caminhos: em uma simples ligação, alguém pode compartilhar como resolveu determinada situação, por exemplo”, explicou o gerente do Programa Fitossanitário, Giorge Gomes.
Os seis Núcleos são:
LEM/Anel da Soja: Alto Horizonte, Estrada do Café, Anel da Soja, Placas e Bela Vista, Rio das Pedras;
Garganta/Coaceral/Estrondo: Coaceral, Ouro Verde e Estrondo;
Roda Velha: Linha Verde e Alto da Serra, Nova América, Paraíso, Rodovia da Soja, Roda Velha e Roda Velha de Baixo;
Rio Grande: Rio Grande, Rosário, Correntina e Jaborandi;
Sudoeste: toda região Sudoeste

Percepção positiva
A nova estrutura e o retorno das reuniões presenciais foram bem recebidos pelos participantes. Para João Antônio Ruella, que trabalha na fazenda Zuttion, em Roda Velha, a conversa com os profissionais da Abapa trouxe uma visão mais ampla: “Falamos sobre diversos assuntos, desde a parte ambiental até os projetos que a associação vem desenvolvendo. É uma reunião importante para ficarmos atualizados sobre o que está acontecendo. Que venham outras, para que a gente possa se manter atualizado.”
O diretor administrativo e operações do Grupo Eliane, Ariel Giacomini, avaliou: “Reunir núcleos próximos facilitou a troca de ideias e aumentou a participação. Foi um momento muito produtivo. Temos desafios regionais e globais, e a união entre produtores e Abapa é essencial para enfrentá-los.”
A reestruturação dos núcleos permitirá que a equipe da Associação percorra as regiões de forma mais célere, garantindo atendimento mais próximo e integrado entre as áreas de sustentabilidade, defesa fitossanitária, qualidade da fibra, capacitação e educação. “A força do algodão baiano vem da união. Estar mais perto dos produtores é essencial para garantir um futuro ainda mais sustentável e competitivo para o setor”, reforçou Alessandra.
Sudoeste: um só Núcleo
A Abapa Conecta também está presente no Sudoeste da Bahia, onde atua no apoio aos produtores de algodão. Os três núcleos antes existentes foram unificados em um só, fortalecendo a representatividade local e unindo esforços em prol do desenvolvimento regional. A integração é estratégica: amplia o potencial de atuação conjunta, favorece o alinhamento das demandas e contribui para impulsionar a cotonicultura na região.
“A presença do Abapa Conecta no Sudoeste reforça o compromisso da associação em estar próxima dos produtores, ouvindo suas demandas e construindo soluções de forma colaborativa. Em uma região que vive um momento de retomada do crescimento, a iniciativa se torna ainda mais essencial para apoiar a adoção de tecnologias, fortalecer a gestão nas propriedades e promover boas práticas de produção”, afirmou o vice-presidente da Abapa, Douglas Orth, que participou da edição em Guanambi.
A jornada segue até dezembro, ouvindo os associados, identificando oportunidades e construindo caminhos coletivos para fortalecer a cotonicultura baiana.


Ascom Abapa
















