O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu declarações contundentes nesta quinta-feira (5), indicando uma escalada na política externa americana em relação a dois pontos nevrálgicos globais: Irã e Cuba. As afirmações, que geraram ampla repercussão, sinalizam um endurecimento da postura de Washington.
Trump abordou a delicada situação de Cuba, que enfrenta graves problemas de desabastecimento sob o bloqueio imposto por Washington, e também a complexa questão da sucessão do líder supremo no Irã. Suas palavras sublinham a intenção dos EUA de exercer influência significativa nesses cenários.
As falas do presidente, incluindo a afirmação de que ‘queremos acabar com o Irã primeiro, mas Cuba é uma questão de tempo‘, foram divulgadas em entrevistas e discursos, conforme informações recebidas.
Pressão Crescente sobre Cuba em Meio a Crise
Durante um discurso em uma cerimônia para receber o time de futebol Inter Miami, campeão da Major League Soccer, o presidente Donald Trump afirmou que uma ofensiva em Cuba é uma ‘questão de tempo‘. Essa declaração reacende as tensões sobre a ilha caribenha.
Trump ressaltou que Cuba, que enfrenta severos problemas de desabastecimento desde que um bloqueio foi imposto por Washington, ‘deseja muito fechar um acordo’. Contudo, o presidente americano não se mostrou disposto a grandes negociações para flexibilizar as sanções.
A retórica sobre Cuba intensifica-se após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ter afirmado há dez dias que a ilha precisava de uma ‘mudança radical’. Pouco antes, os Estados Unidos haviam flexibilizado as restrições às exportações de petróleo para Cuba por ‘razões humanitárias’, em meio a uma grave crise econômica.
Nesta quinta-feira, o governo cubano anunciou o restabelecimento de sua rede elétrica nacional, após um apagão de 16 horas que afetou dois terços do país, um reflexo da fragilidade da infraestrutura da ilha.
Trump Busca Influência na Sucessão Iraniana
Em entrevista ao site americano Axios, Trump declarou que ‘precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã‘. Essa afirmação revela uma intenção sem precedentes de interferência direta na política interna iraniana.
Segundo o presidente, Mojtaba Khamenei, filho do atual líder Ali Khamenei, é o sucessor mais provável, mas Trump considera esse resultado ‘inaceitável’. O republicano manifestou que se recusa a aceitar um novo líder iraniano que dê continuidade às políticas de Khamenei, as quais, segundo ele, forçariam os EUA a voltar à guerra ‘em cinco anos’.
O presidente americano foi enfático ao afirmar: ‘O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela’.
Posteriormente, em conversa com a agência de notícias Reuters, Trump confirmou as declarações dadas ao Axios. No entanto, ele ponderou sobre a sucessão de Mojtaba, afirmando que ainda era muito cedo no processo de escolha de um novo líder e que Mojtaba era uma escolha improvável para o cargo.
Cronograma de Guerra e o Estreito de Ormuz
O presidente americano, que chegou a falar sobre um prazo de 4 a 5 semanas de guerra no Irã, também mencionou que a operação no país está ‘à frente do cronograma’, mas ressaltou que não há uma previsão fechada. A incerteza sobre o tempo e a extensão do conflito permanece.
Trump garantiu que o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo global, ‘seguirá aberto’. Essa declaração contraria as ameaças da Guarda Revolucionária iraniana, que havia prometido incendiar qualquer embarcação que passasse pelo local, elevando a tensão regional.
Um dia antes, durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia revelado que relatórios recebidos pelos EUA indicavam o nome do filho do ex-líder supremo como o principal candidato ao cargo. Leavitt também informou que o presidente e seus assessores estão discutindo qual papel Washington poderia desempenhar no Irã após a campanha militar no país.
















