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Operação da PF: Banqueiro Daniel Vorcaro usou grupo secreto e falsificação para tentar censurar imprensa e ligar sites ao inquérito das fake news

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A Polícia Federal descobriu um esquema complexo liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que visava silenciar a imprensa e remover notícias desfavoráveis aos seus negócios. O método envolvia uma estrutura paralela, apelidada de ‘A Turma’, que recebia cerca de R$ 1 milhão mensais para realizar vigilância e inteligência contra adversários.

Entre as táticas mais graves empregadas pelo grupo, destacam-se a **falsificação de documentos** e a simulação de órgãos públicos. O objetivo era pressionar plataformas digitais a remover conteúdos críticos, aproveitando o clima de rigor com notícias falsas e desinformação.

As ações de Vorcaro buscavam, inclusive, vincular sites de notícias ao inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas pela Gazeta do Povo.

Como funcionava o esquema de remoção de conteúdos?

Um aliado de Vorcaro, identificado como Felipe Mourão, era o responsável por criar solicitações falsas em nome de autoridades e instituições. Essa estratégia explorava a pressão atual das autoridades brasileiras sobre as redes sociais para a exclusão de perfis e posts, fazendo parecer que as ordens eram judiciais ou institucionais legítimas.

Suspeitas de envolvimento com o STF

Mensagens interceptadas pela PF indicam que Daniel Vorcaro sugeriu que o site Diário do Centro do Mundo (DCM) fosse incluído no ‘processo das fake news’. Há suspeitas de que interlocutores externos enviavam postagens incômodas diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, com o intuito de que fossem formalizadas e censuradas pelo tribunal. O ministro não respondeu aos questionamentos oficiais sobre o caso.

Ameaças à integridade física de jornalistas

As investigações também revelaram que Vorcaro manifestou o desejo de agredir o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O plano incluía a simulação de um assalto para disfarçar o verdadeiro motivo do ataque. Embora as mensagens demonstrem intenções violentas, a PF aponta que essas agressões extremas não chegaram a ser executadas.

Posição da defesa

A defesa de Daniel Vorcaro nega todas as acusações e afirma que o empresário sempre colaborou com as investigações. Em nota, a assessoria alegou que as mensagens foram tiradas de contexto e que eventuais falas exaltadas foram apenas desabafos em privado, sem intenção real de ameaça ou violência contra a imprensa.

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