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Otan descarta acionar cláusula de defesa coletiva contra Irã, mas reafirma apoio dos EUA à guerra na região após incidente com míssil na Turquia

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) descartou, nesta quinta-feira (5), a invocação imediata de sua cláusula de defesa coletiva, o Artigo 5, após a interceptação de um míssil sobre o Mediterrâneo Oriental que teria como alvo a Turquia.

A decisão veio mesmo após o incidente ter gerado preocupações e a classificação do lançamento como “inaceitável” por parte de autoridades norte-americanas, enquanto o Irã veementemente nega qualquer envolvimento no ataque.

Contudo, o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, enfatizou o apoio massivo dos aliados às ações dos Estados Unidos na região contra o Irã, conforme informações divulgadas pela agência Reuters.

Otan descarta Artigo 5, mas mantém vigilância reforçada

Mark Rutte, líder da Otan, foi categórico ao afirmar que não há, até o momento, razões para acionar o Artigo 5 da aliança militar. Este artigo prevê uma resposta conjunta caso um de seus membros seja atacado, mas Rutte ressaltou que “Ninguém está falando sobre o Artigo 5” neste cenário.

Para o chefe da organização transatlântica, a principal mensagem do ocorrido é a demonstração de força e vigilância da Otan. Ele destacou que os adversários da aliança puderam observar sua capacidade e que a organização está “ainda mais vigilante desde sábado”.

Apesar da postura de Rutte, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou o lançamento do míssil sobre território turco como “inaceitável”. Essa declaração foi feita durante uma conversa com o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

Entretanto, horas antes, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, já havia indicado que o incidente não seria suficiente para acionar a cláusula de defesa coletiva da Otan. As defesas da aliança interceptaram o míssil iraniano no Mediterrâneo Oriental, e os destroços da munição antiaérea caíram no sul da Turquia, sem causar vítimas, conforme confirmado pelo governo turco.

Irã nega veementemente ter disparado míssil contra a Turquia

Em um comunicado oficial, as Forças Armadas iranianas contestaram as alegações das autoridades ocidentais, negando categoricamente qualquer envolvimento no lançamento de mísseis contra a Turquia. A declaração foi divulgada pela mídia iraniana.

O Estado-Maior iraniano afirmou que “A República Islâmica do Irã respeita a soberania da Turquia, um país vizinho e amigo, e nega qualquer lançamento de mísseis em direção ao seu território”. Essa posição contrasta diretamente com as informações apresentadas pela Otan e pelos Estados Unidos.

Apoio massivo dos EUA à guerra contra o Irã, apesar da não-intervenção da Otan

Em um contexto anterior ao incidente do míssil, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, já havia expressado o “apoio massivo” dos países aliados à guerra iniciada pelos EUA no Irã. Ele fez essas declarações em entrevista à Newsmax, uma rede de televisão conservadora americana.

Rutte esclareceu que a Otan, como organização, não está diretamente envolvida no conflito. No entanto, ele apontou que os aliados “apoiam massivamente o que o presidente (dos EUA, Donald Trump) está fazendo”, mesmo diante de críticas de alguns líderes europeus, como o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

O secretário-geral também detalhou que os países membros da Otan “também estão facilitando o que os Estados Unidos estão fazendo agora na região, eliminando a capacidade nuclear do Irã e, claro, sua capacidade de mísseis”. Ele reiterou que a aliança se mantém “em alerta”, com a prioridade de defender “cada centímetro do território da Otan de forma abrangente”.

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